Incongruência

    Incongruente adj. não acomodado; que não condiz; que não se adapta; incompatível.

sábado, novembro 20, 2004

Olha mamãe... sem as mãos, sem as mãos 

No final de semana que passou, fomos eu, Helô (hoje minha ex-esposa, mas ainda uma amiga) e Giovanna a São Paulo, afim de participarmos dos festejos do casamento de nosso amigo Rique. Um final de semana prolongado agradabilíssimo, em que aproveitei para rever bons amigos, e aproveitar de sua companhia, enquanto a Helô fez o possível para aproveitar a noite paulista. Só não foi melhor o final de semana por seu desfecho quase trágico: na volta para o Rio, ainda em São Paulo, nos vimos no meio de um tiroteio entre policiais e ocupantes de um carro que, suponho, acabara de ser roubado. Aproveitei da cobertura de um ônibus que passava pelo local para fugir do local sem maiores incidentes. Tal sorte nos faltou alguns quilômetros a frente quando, debaixo duma bruta chuva, o carro perdeu o contato com o solo e se espatifou contra o muro de separação das pistas. Resultado: uma provável perda total no carro (a confirmar com a seguradora ainda), e uma dor no pescoço que se estende até hoje. E confirmarei daqui a pouco se restou algum trauma com relação a encarar o volante.

Depois eu subo uma foto do estrago do carro.

|#| 9:21 PM - 6 comentários

terça-feira, novembro 16, 2004

A mundo gira... e a Lusitânia roda... 

Bom, para não cansar os futuros leitores, vou ignorar o hiato, e apenas contar o que se passou no período. Durante todo esse tempo, cresceu em mim um incômodo do que estava fazendo com minha vida, e para onde iria meus projetos. A coroar isso, alguém que foi muito importante no meu passado voltou a fazer parte da minha vida (dessa vez, completa e espero, definitivamente). Resultado: larguei emprego para tentar carreira de consultor, me separei para procurar a felicidade ao lado da Alessandra (a qual também se separou para tentar o mesmo ao meu lado), e voltei a morar (pelo menos, por enquanto) em Rio Bonito, na casa que foi de minha mãe e onde mora apenas meu irmão. Mudanças drásticas, mas pensadas e julgadas (pelo menos por mim) corretas. Pode dar tudo errado, mas se der certo, vai dar MUITO certo. E é nisso que eu me apoio.
|#| 2:49 PM - 0 comentários

sexta-feira, maio 28, 2004

Obrigado por tudo, mãe! 

(Esse post já tem alguns meses, e eu o deixei em draft por um bom tempo. Por várias vezes, entrei no blogger, e não tive coragem nem de terminá-lo, nem de passar por cima dele. Mas a vida continua, e colocar isso na internet, que foi um dos últimos amores de sua vida, me parece uma homenagem mais do que justa a ela, que foi tudo o que uma mãe poderia ter sido para mim.)

Prometi, no post abaixo, falar um pouco sobre a situação da minha mãe. Na terça-feira última (02/03/2004), ela não mais resistiu aos avanos da doença, e faleceu. Sinto ter sido melhor para ela, uma vez que nos últimos tempos a única coisa que ela fazia era pedir remédios para dor (aos que já tiveram parentes passando por isso: ela chegou a tomar morfina de hora em hora). Na sexta-feira de carnaval, ela foi internada com a pressão em 6/4, para não mais sair do hospital.

Desde que eu li o resultado dos exames, me preparei para o inevitável. Senti, senti que aqueles eram os seus últimos momentos ao meu lado, e sofri (naquele momento). Desde então, meu foco foi ajudar o resto da família a suportar a dor. Minha irmã foi bem com relação a isso. Já meu pai, confiante que estava numa cura miraculosa, fez o possível e o impossível por ela. Cuidou dela praticamente sozinho, aprendeu com as enfermeiras a aplicar todo tipo de medicamento, fez o que deu. Eu, no meio da corrida em busca de um emprego, não pude ajudar tanto quanto gostaria, mas fiquei com ela por duas semanas, uma delas em casa, aplicando medicamentos, ajudando-a em sua higiene, e tudo o mais.


Hoje, passados quase três meses, a vida voltou a (quase) normalidade. Até hoje nao realizei inteiramente o falecimento dela, que foi a maior das minhas amigas. Sinto um aperto do coração toda vez que a Giovanna me pergunta dela. Mas ainda dói.
|#| 11:42 AM - 0 comentários

terça-feira, fevereiro 17, 2004

There, and back again (*) 

Olá, pessoal. Voltei. Com algumas novidades, nem todas boas. Mas os ventos me sopraram para cá de volta, lugar (ainda que virtual) que espero não mais abandonar. Agradeço aos amigos que voltarem a ler, principalmente pela pressão e pela paciência demonstrada.

Comecemos então, pelas boas notícias. Consegui um novo emprego, que tem me deixado mais animado para encarar a vida. Creio que cheguei ao que mais posso me aproximar de depressão, ou de me sentir um completo inútil. Mas isso passou.

Agora, a pior: ao contrário do que escrevi aqui, o tumor de minha mãe não era benigno. Infelizmente, a descoberta foi feita tarde demais. Nada há mais que se possa fazer, além de aliviar a dor que ela sente. Mas depois eu posto algo especialmente sobre isso.

Outra notícia que não sei até que ponto pode ser considerada boa, é que me encontrei (e me assumi) ateu. Foi difícil, foi doloroso, principalmente no momento que estou passando (afinal, tudo seria mais fácil se eu tivesse um Deus a quem culpar) mas é o que sou: ateu. Não acredito em Deus, não acredito em céu/inferno/reencarnação/karma/alma nem nada assim. Preciso confessar que o mundo faz muito mais sentido desse jeito.

Bom, é isso aí. Até o próximo post.

*Obrigado, Tolkien. Não poderia pensar num título melhor.
|#| 9:55 PM - 0 comentários

terça-feira, dezembro 09, 2003

Fossa 

É. Depois de um bom tempo, estou de volta ao mercado de trabalho. Desemprego é horrível.
|#| 8:51 PM - 0 comentários

quinta-feira, dezembro 04, 2003

Frases... 

Alguns pensamentos que tem feito a minha cabeça ultimamente:

"A idéia de um Ente supremo que cria um mundo no qual uma criatura deve comer outra para sobreviver e, então, proclama uma lei dizendo: 'Não matarás' é tão monstruosamente absurda que não consigo entender como a humanidade a tem aceitado por tanto tempo".
Peter de Vries

"Eu era ortodoxo na época em que estive a bordo do Beagle. Lembro-me de provocar gargalhadas em vários oficiais por citar a Bíblia como uma autoridade incontestável (...). Nesse período, entretanto, percebi pouco a pouco que o Velho Testamento (...) não merecia mais confiança do que os livros sagrados dos hindus ou as crenças de qualquer bárbaro. (...) Eu não estava disposto a desistir de minha crença com facilidade, lembro-me das inúmeras vezes em que inventei devaneios com a descoberta de antigas cartas entre romanos ilustres e de antigos manuscritos em Pompéia, ou em algum outro lugar, que confirmassem de maneira admirável tudo o que estava escrito nos Evangelhos. Mas eu tinha uma dificu1dade cada vez maior, soltando as rédeas de minha imaginação, de inventar provas suficientes para me convencer. Fui tomado lentamente pela descrença, que acabou sendo completa. A lentidão foi tamanha que não senti nenhuma aflição, e desde então nunca duvidei de que minha conclusão foi correta. Aliás, mal comigo entender como alguém possa desejar que o cristianismo seja verdadeiro."
Charles Darwin, Autobiografia 1809 - 1882

"Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível".
Albert Einstein

"Se você quiser salvar o seu filho da pólio, você pode rezar ou você pode vacinar... Tente a ciência."
Carl Sagan

"Seres humanos nunca pensam por si mesmos, acham muito desconfortável. Na maior parte, os membros de nossa espécie simplesmente repetem o que lhes é dito - e ficam aborrecidos quando expostos à qualquer ponto de vista diferente. O traço característico humano não é o conhecimento mas a conformidade, e a característica resultante é a guerra religiosa. Outros animais lutam por território ou comida; mas, singularmente no reino animal, os seres humanos lutam por suas 'crenças.' A razão é que as crenças guiam o comportamento, que tem uma importância evolucionária entre os humanos. Mas numa época onde o nosso comportamento pode nos levar à extinção, não vejo razão para assumir que temos qualquer conhecimento. Somos conformistas teimosos e auto-destrutivos. Qualquer outro ponto de vista da nossa espécie é apenas uma ilusão auto-congratulatória."
Michael Crichton em "O Mundo Perdido"

E a melhor:

"Todo mundo tem que crer em alguma coisa... creio que vou tomar uma cerveja!"
Groucho Marx

|#| 11:08 AM - 0 comentários

O churrasco 

Preciso começar por uma observação: eu esperava mais do churrasco. Talvez seja culpa minha, talvez seja vontade demais: mas eu esperava algo mais próximo do que são os encontros da Mensa, com um pouco de diversão, um pouco de seriedade, mas muito companheirismo. Percebi que a STR é mais um grupo de amigos com idéias em comum que uma sociedade propriamente dita. A palestra de 'astrologia X astronomia' foi aguada, o bate-bola sobre homeopatia foi enriquecido por 'achismos', e por aí foi. Talvez o objetivo não fosse esse (afinal, era só um churrasco de confraternização), e eu tenha criado expectativa demais.

Ou não.
|#| 10:33 AM - 0 comentários

quinta-feira, novembro 27, 2003

Definitivamente, falta o que fazer. 

Eu gosto de video-games. Mas nem tanto assim. Santa falta do que fazer, Batman!

|#| 1:54 PM - 0 comentários